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Seções » Especial

Dia Mundial da Síndrome de Down
Um dia para vencer barreiras

Publicado em 21/03/09

No dia 21 de março é comemorado o dia Mundial da Síndrome de Down. A data, escolhida pela Associação Internacional da síndrome de Down, faz alusão a anomalia no cromossomo 21.

Para as Apaes de todo o Brasil, a data é muito especial. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais trabalha diretamente com os portadores da deficiência. São oferecidos programas, que vão desde a estimulação precoce e alfabetização até inclusão no mercado de trabalho.

Não existem limites para a criança quando estes trabalhos são feitos de forma eficiente e com o carinho da família Apae. De acordo com Coordenador Clínico da Apae de Uberaba, Alex Abadio Ferreira, “o mais importante é que o portador da SD seja estimulado o mais rápido possível, aproveitando a plasticidade cerebral, que é a capacidade de aprendizagem e adaptação do cérebro, precocemente”.

Um dos programas oferecidos pela APAE de Uberaba é a equoterapia. "A equoterapia utiliza o cavalo como um meio de reabilitação da pessoa com deficiência. Além do estímulo motor que o cavalo oferece, a relação de amizade e a aceitação que o cavalo oferece ao portador da Síndrome de Down é essencial para o desenvolvimento neuropsicomotor", explica o coordenador. O modelo adotado em Uberaba é exemplo para a região.

A única limitação é o preconceito, muitas vezes, da própria família. Mas, aos poucos, a Síndrome de Down é mais compreendida. A mídia e Instituições que trabalham diretamente com os portadores da anomalia têm papel fundamental nesta luta. Elas mostram a capacidade destes seres humanos e o quanto a inclusão é importante.

Saiba mais sobre a Síndrome de Down
Alex Abadio Ferreira, coordenador clínico Apae Uberaba

A Síndrome de Down é uma anomalia ocasionada pela presença de gene extra no cromossomo 21, nas células do organismo. Por isso se chama também de Trissomia 21.

A anomalia cromossômica causa a alteração e o mau funcionamento de alguns órgãos: afeta o cérebro, o que causa a diminuição da atividade intelectual. Porém a intensidade com que se manifestam estas alterações é altamente variável de uma pessoa para outra, dependendo muito do estímulo precoce oferecido pela família.

A freqüência da Síndrome de Down é de cerca 1/700 nascimentos vivos. A aplicação de bons programas de saúde deu mais qualidade de vida aos portadores e, hoje, a expectativa de vida de uma pessoa com Síndrome de Down é de aproximadamente 60 anos.

Ao mesmo tempo, a atenção psicoeducativa precoce, que se inicia a partir do nascimento, permite trabalhar e estimular as capacidades dos portadores da anomalia. Deste modo, atualmente, eles são capazes de alcançar a plena integração em todas as áreas da vida: na família, na escola regular, no mundo do trabalho, no esporte, nas artes e na vida social.

As crianças com Síndrome de Down têm uma gama completa de emoções e atitudes; em seus jogos e travessuras são criativos e imaginativos; e quando alcançam o estado adulto podem chegar a ter, com apoio variado, uma vida independente.


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